Citomegalovírus e HIV na gestação e na primeira infância: uma coinfecção que merece vigilância
Revisão narrativa destaca que o CMV permanece carga significativa em crianças expostas ou infectadas pelo HIV, com impacto sobre o CMV congênito e desfechos auditivos.
Esta revisão sintetiza a epidemiologia das infecções por citomegalovírus (CMV) em crianças expostas ou infectadas pelo HIV e seu impacto sobre os desfechos de saúde. Embora a doença por CMV ocorra raramente em pessoas com HIV na era da terapia antirretroviral (TARV), a interação complexa entre os dois vírus pode influenciar significativamente a saúde infantil nessa população.
CMV congênito: o pano de fundo
O CMV congênito (cCMV) é a infecção viral congênita mais comum e a principal causa de perda auditiva neurossensorial. As coinfecções CMV-HIV foram associadas a aumento da incidência de cCMV, embora o efeito sobre os desfechos de longo prazo permaneça em grande parte indeterminado.
O que muda na prática
A mensagem central é a necessidade de acompanhamento prolongado e atento em crianças expostas ou infectadas pelo HIV, com atenção especial à triagem auditiva e à possibilidade de cCMV. Trata-se de uma revisão narrativa, sem novos dados primários; ela reforça a vigilância clínica, mas as lacunas sobre desfechos de longo prazo apontam para a necessidade de mais estudos nessa população.
Leia também
Nanopartículas de ouro melhoram entrega de peptídeo antimicrobiano em infecção de ferida por queimadura
Peptídeo derivado de escorpião carregado em nanopartículas de ouro capeadas com tirosina aumentou a sobrevida em modelo de infecção por Pseudomonas aeruginosa, com menor citotoxicidade e maior estabilidade.
Cicatrização de feridas diabéticas: panorama das estratégias para estimular a fase proliferativa
Revisão abrangente (1991-2025) reúne abordagens tradicionais, complementares e tecnológicas para superar o defeito de proliferação e contração nas feridas diabéticas não cicatrizantes.
Agentes biológicos e imunomoduladores parecem seguros antes de cirurgia mamária
Coorte retrospectiva com mais de 211 mil pacientes não encontrou aumento de complicações cirúrgicas — incluindo deiscência e infecção — em quem usava biológicos antes de reconstrução ou aumento mamário.
