Colágeno recombinante tópico acelera a recuperação após microagulhamento com radiofrequência fracionada
Relato de dois casos descreve redução precoce de eritema e inflamação em 1-2 horas após aplicação de colágeno humano recombinante tópico subsequente ao microagulhamento com radiofrequência fracionada.
O microagulhamento com radiofrequência fracionada (FRM) é uma modalidade não cirúrgica eficaz de rejuvenescimento facial. Embora geralmente bem tolerado, costuma cursar com eritema, dor, edema e equimoses que persistem por até 7 dias, além de complicações mais graves como infecção, marcas em grade persistentes, queimaduras e alterações de pigmentação.
A hipótese do colágeno recombinante
O colágeno humano recombinante demonstrou propriedades potentes de cicatrização e anti-inflamatórias, que poderiam ser aproveitadas para a recuperação pós-FRM. Até o momento, faltavam estudos publicados avaliando agentes tópicos para melhorar a recuperação após esse procedimento.
Os casos relatados
Duas pacientes de 40 anos, fototipo IV de Fitzpatrick, foram submetidas ao FRM com parâmetros padrão de energia. Imediatamente após o procedimento, aplicou-se colágeno recombinante tópico nas áreas tratadas. As alterações de eritema e edema foram documentadas por fotografia clínica ou imagem com polarização cruzada.
Resultados observados
Ambos os casos mostraram redução acentuada de eritema e inflamação em 1 a 2 horas após a aplicação — bem antes do prazo habitual de 1 a 3 dias. Não houve eventos adversos relatados.
O que muda na prática
Por se tratar de relato de apenas dois casos, sem grupo de comparação, as conclusões são preliminares e não permitem generalização. A observação de aceleração da resolução do eritema é interessante e gera hipótese para ensaios controlados. Por ora, o colágeno recombinante tópico pode ser visto como adjuvante potencial, mas ainda carece de evidência robusta para recomendação rotineira no pós-procedimento.
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