Peptídeos Mastoparan-C modificados com arginina combatem infecções polimicrobianas de feridas
Derivados do peptídeo antimicrobiano Mastoparan-C com substituições de arginina mostraram atividade potente contra E. coli e S. aureus e quase fecharam feridas polimicrobianas em modelo murino.
Feridas infectadas por múltiplas espécies bacterianas são notoriamente difíceis de tratar, com cicatrização prejudicada e eficácia limitada das terapias disponíveis. As interações sinérgicas entre patógenos comprometem o reparo tecidual e a resposta ao tratamento.
Engenharia dos peptídeos
Os autores projetaram derivados do peptídeo antimicrobiano Mastoparan-C (MP-C) com substituições de arginina. Entre eles, Arg²MP-C e Arg4.11.12MP-C apresentaram atividade potente e de amplo espectro contra Escherichia coli e Staphylococcus aureus, atribuída ao aumento da carga positiva e à hidrofobicidade otimizada.
Mecanismo de ação duplo
Ambos os peptídeos atuam por estratégia de duplo alvo: rompem as membranas bacterianas e se ligam ao DNA genômico. O Arg²MP-C agiu mais rapidamente contra o envelope de E. coli, enquanto o Arg4.11.12MP-C causou o dano de membrana mais intenso em S. aureus.
Eficácia in vivo
Em modelo murino de ferida polimicrobiana, o tratamento com Arg²MP-C atingiu quase o fechamento completo da ferida no dia 10, reduziu significativamente a carga bacteriana e promoveu regeneração tecidual.
O que muda na prática
O estudo é pré-clínico, mas reforça os peptídeos antimicrobianos engenheirados como candidatos promissores contra infecções polimicrobianas de feridas — um problema crescente diante da resistência antimicrobiana e do biofilme. A engenharia com arginina é uma rota racional para otimizar potência e espectro desses agentes.
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