VEGF-A e VEGF-C não aceleram a cicatrização em feridas agudas de camundongos selvagens
Estudo experimental mostra que a administração subcutânea perilesional de VEGF-A e/ou VEGF-C não trouxe benefício adicional na cicatrização de feridas agudas, sugerindo efeito de teto.
Os fatores de crescimento vascular endotelial (VEGF) têm papel reconhecido na angiogênese e são frequentemente apontados como potenciais aceleradores da cicatrização. Este estudo experimental avaliou se a administração subcutânea perilesional de VEGF-A, VEGF-C ou de ambos promoveria melhor cicatrização em camundongos BALB/c selvagens.
Desenho do estudo
Foram utilizados 40 camundongos machos de 9 semanas, com duas feridas circulares de espessura total. Os animais receberam VEGF-A no dia 4, VEGF-C no dia 7 ou a combinação dos dois, enquanto o grupo controle recebeu solução salina. As feridas foram fotografadas e medidas por 15 dias, com coleta de tecido nos dias 4, 7, 10 e 14 e linfografia antes da remoção das feridas.
Resultados principais
As feridas de todos os grupos cicatrizaram de forma praticamente idêntica, sem diferenças significativas em relação ao controle ao longo de todo o período. Também não houve diferença no número de vasos linfáticos e sanguíneos no tecido de granulação. Os vasos linfáticos coletores não se regeneraram através da ferida, enquanto os capilares linfáticos se regeneraram dentro dela.
O que muda na prática
Em feridas agudas de organismos saudáveis, a resposta endógena de reparo já induz angiogênese e linfangiogênese suficientes, de modo que VEGF exógeno tende a oferecer pouco benefício adicional — consistente com um efeito de teto. O achado reforça que estratégias pró-angiogênicas provavelmente fazem mais sentido em cenários de cicatrização comprometida (feridas crônicas, isquemia, diabetes) do que em feridas agudas com reparo preservado.
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